Friday, February 08, 2008

mudança de casa...

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Monday, October 29, 2007

Presente imperfeito

Esses dias em que ficamos separados você dizia do quanto sentia a minha falta. Achei das cousas mais bonitas que me disseram na vida. Não fossem as circunstâncias. Não fosse a possibilidade de mandar você embora, mesmo sem querer. Não fossem as instituições sociais. Nossas vidas, nossas diferenças aberrantes. Toda essa intransponibilidade. Eu poderia amá-lo. Juro que poderia. Mas o que é um pretérito imperfeito diante de toda essa crudeza de nossas vidas? Não fosse isso, amá-lo seria tão fácil, tão óbvio, tão simples...

E assim começamos 2007...

E você me abraçava e dizia que tudo daria certo, que tudo ficaria bem. Eu sempre fingi acreditar, mesmo diante de tamanha mentira, mesmo fingindo acreditar que se importava. Mas no fundo ambos sabíamos o quanto tudo isso era falso, leviano. E principalmente no quanto tudo isso seria passageiro. Ainda bem.

The first one.

Dias e noites passam, e te procuro. Céus, por que te procuro. Todo dia, toda semana. E têm anos que a cousa é assim. Meu primeiro, meu refúgio. Minha fraca e torpe esperança de um futuro incerto. Uma esperança para quem não mais crê em "esperança". O que eu faço para tirar-te de mim? O que eu faço para te exorcizar? Do meu peito, dos meus sonhos e de minha alma. Fantasmas e mais fantasmas...
Por que, quando o assunto é você, sou tão fraca, boba, esperançosa e mentirosa. Mesmo que minhas mentiras doam só em mim? Por que acreditar nisso? Por que diabos ainda desejar um reencontro. Por que eu ainda sinto tanto sua ausência... A única certeza é que ainda dói, tanto que faz chorar. Ainda me dói, ainda sinto sua falta. Muito.

Friday, August 17, 2007

E esses dias menos ainda: dropadas

Desconstruindo finais felizes.
Em uma dessas noites claras, revelações foram confidenciadas a um desses doces e inocentes príncipes encantados. Nada romântico, nada assim de falar baixinho ao pé do ouvido. Embora tudo tenha ficado sub-entendido, pois nenhum desejo mais explícito foi revelado. Talvez por inocência ou por certas ironias da vida, o belo príncipe acreditou ter encontrado uma das princesas de sua vida. Mas logo deu-se conta de que encontrara na verdade uma rainha má, feiticeira e sem moral.Sua honra e inocência já não serviram muito bem à situação, e prontamente foram atiradas ao vento. Mas aos poucos ele compreendeu o tamanho do que se passava. E os fatos o fizeram compreender que bem mais divertido que encontrar uma princesa cream craker, é comer a rainha má trakinas. Pode ter açúcar, gordura hidrogenada e até engorda, mas é infinitamente mais gostosa!

Moral da história: finais muito mais interessantes que "foram felizes para sempre"podem acontecer nos contos de fada, principalmente se no caso não houver conto, apenas a vida real.

Muito cliché, mas foda-se.
E no mundo ideal quero acordar com champagne no café da manhã: dessas coisas que fazem bolhinhas que explodem fazendo pequenos carinhos no nariz. E o mundo seria tão perfeito, pequenas bolhinhas feitas de mini-fogos de artifício de ano novo, só que à cada novo dia. Todos os dias. Glamour possível e ao alcance de todos. Ah e com morangos perfeitos para acompanhar. Cliché, pode ser, mas quem vai negar que é bom?

Saturday, August 11, 2007

Irreversível

E uma hora descartamos os velhos e novos amores. Sem luto, nem tristeza, só a aceitação de que agora é o melhor momento de fazê-lo. Sem comemorações nem choro. Apenas um luto silencioso de poucos segundos. Sem desejar que venham os novos, sem esperanças sem que reste coisa alguma a esperar da vida. Estranhar os olhos pintados no espelho, estranhar essa falta de vontade de qualquer coisa, a ausência de sentimento que não é exatamente um vazio. Será consequência dos calejamentos da vida? E faz-se a hora de sair para mais uma noite em busca da escuridão sem estrelas, sem música, sem nada. Simples assim, fechar as portas e partir.

Sunday, August 05, 2007

6:00 PM

Morreria tentando dizer isso, mas é algo que penso melhor nunca ser dito, porém, fantasiar que estou a dizê-lo, isso nem mesmo minha razão mais estreita e ajustada poderia impedir.
Então em meus momentos mais ausentes, sonho que o estou dizendo, com palavras leves, calmas que saem como pequenos fragmentos brilhantes, como purpurina furta-cor que sai de minha boca diretamente para os seus ouvidos.
Imagino que o momento perfeito seria um desses fins de tarde ensolarados e frios de inverno, quando o sol começa a baixar e a brisa fria invade o ambiente. Um fim de tarde onde veria os pelos de nossos braços arrepiando-se. Os seus por frio e os meus na ansiedade de precisar dizer algo. E sinto a boca seca, o coração a acelerar aos poucos enquanto o sol deixa seus últimos raios ao ir deitar-se dando espaço a um começo de noite. E as primeiras estrelas despontam junto ao frio que aumenta, assim como minha ansiedade e apreensão. Tão difícil precisar mais que a vida revelar o irrevelável. Tão simples se as palavras apenas me saíssem. Tão bom seria dizer se isso de fato não arruinasse tudo.
E com a noite chega a despedida, num fim de tarde desses perfeitos, desses de inverno onde revelaria tudo, onde as palavras sairiam belas, claras, brilhantes. Mas não hoje, não em algum lugar fora de minhas fantasias. Coisas para guardar para si, bem costuradas junto ao peito. E nada muda, nem as palavras saem. As tardes vem e vão solitárias. E permaneço em meio a multidão, a sonhar com o dia onde revelaria tudo. Nada muda, nem mudará. As palavras não sairão voando como purpurina para seus ouvidos. Nada além de pensamentos bobos, nada que realmente valha à pena ser dito. Nada que valha arriscar o tão pouco, pois antes esse tão pouco que nada. Apenas palavras que nem mesmo merecem ser ditas. Coisas para quem escolheu viver mais dentro de si, que dentro do mundo. Pelo menos por hoje.

Saturday, August 04, 2007

Anjos...

E eles eram dois diferentes cada qual em seu rumo certo, até que um dia se encontraram pela vida. Ambos doces e adoráveis e como poderiam deixar de ser?
Ele já estava resolvido, as coisas nos trilhos certos. Ela a moça das infinitas possibilidades, encantou-se com ele, e o coração fez-se cheio. Nada de paixões baratas, coisa celestial e pura, nada para esta vida, muito menos para este mundo. E esse encantamento a faz suspirar dias e noites e escondidinha no seu canto ela chora às vezes, de tão bonito que é isso tudo. Amor de anjo sabe? E tudo é tão leve que até o mais sujo dos infernos parece azulzinho, cheio de bolhas de sabão, plumas e as pessoas flutuam. Às vezes eles se encontram nesse mundo, nalgum canto e especialmente para ela a despedida é dolorosa. Dói por ser tão especial o simples "estar ali", sem grandes acontecimentos ou conversas. Estranho isso de a presença da pessoa fazer tão bem sem precisar de absolutamente nada além disso. E como é difícil a separação. Ao menos para ela tudo desde sempre tem sido assim. E não precisa mais nada, nadinha. E as lembranças, o coração cheio e quentinho. Tudo muito puro, bom e doloroso, na medida exata onde até o doer, dói de uma maneira boa.
E eles continuam a seguir suas vidas, ele com suas coisas, amores, amigos, ela com seu amor angelical, secreto e bobo. Dessas histórias onde eles não foram felizes para sempre no final, ou pelo menos não foram felizes para sempre juntos. Melhor, dessas histórias onde cada um foi do seu jeito feliz para sempre. Ela pelo menos quando está perto dele já é feliz em segredo e já lhe basta.

Saturday, July 21, 2007

Qual o tamanho do seu infinito?

Não há confronto, nunca houve. Há um sentimento secreto, dias bons e outros nem tanto. Sábados que amanhecem estranhos e com milhares de patinhas pintadas pela casa. Dias ruins para os felinos. Sábados de cão. Mas tudo na vida tem uma cura ou pelo menos tudo pode ser amenizado. Saídas bem fúteis, outras nem tanto. Mas ainda prefiro a dignidade do banho quente, do pijama limpo, da cama fofinha à tentar amenizar as coisas numa saída fútil, com beijos e pessoas de plástico. Prefiro remoer meus fantasminhas aqui à caminhos onde nem mesmo posso ser eu. E que venham esse friozinho, as gatas e o sono. Por hoje não quero segredos além dos que já fazem parte de mim. Por hoje guardarei os beijos para que quando fluam, sejam verdadeiros, bons e quentes. E nada na vida está fechado às possibilidades. E aos como eu, as possibilidades podem ser muito mais infinitas que o "infinito" esperado nas estatísticas normais para a população. Meu infinito transcendeu todas as estatísticas. Desde sempre.